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Ansiedade e a escuta psicanalítica: Por que falar pode aliviar a ansiedade?

  • contatobeatrizpsi
  • 13 de jul.
  • 2 min de leitura

Ansiedade e a escuta psicanalítica: por que falar (de verdade) alivia?


A ansiedade tem se tornado uma das queixas mais frequentes no consultório — e não é à toa. Vivemos em um ritmo que cobra respostas rápidas, produtividade constante e pouco espaço para parar e sentir o que está acontecendo por dentro. Como psicóloga com atendimento para ansiedade na Barra da Tijuca, recebo semanalmente pessoas que chegam sem saber exatamente o que estão sentindo, só sabendo que "algo não vai bem".


Como psicóloga com abordagem psicanalítica, meu trabalho não é entregar uma fórmula pronta para "acabar com a ansiedade". A ansiedade, na maioria das vezes, é um sinal — o corpo e a mente avisando que existe algo não elaborado, um conflito, uma exigência interna ou externa que está pesando mais do que se pode sustentar. Calar esse sinal sem entender de onde ele vem costuma trazer alívio só temporário.


O que muda quando existe espaço para falar livremente?


Na psicanálise, a proposta é diferente de simplesmente listar sintomas e buscar técnicas para controlá-los. O processo terapêutico oferece um espaço onde você pode falar sem julgamento, seguindo os próprios pensamentos, mesmo que pareçam desconexos ou "sem importância". É justamente nesse fluxo livre da fala que muitas vezes aparecem as conexões: por que aquela situação te tira do eixo, por que certos comentários pesam tanto, por que o corpo reage daquele jeito específico.

Esse processo leva tempo — e isso não é um defeito do método, é parte de como ele funciona. Cada pessoa tem seu próprio ritmo para reconhecer e elaborar o que sente, e respeitar esse tempo é parte do meu trabalho como psicóloga.


Sinais de que vale buscar ajuda


Alguns sinais comuns de que a ansiedade já está pedindo atenção profissional qualificado:

  • Preocupação excessiva que não passa mesmo quando a situação se resolve

  • Dificuldade para dormir ou relaxar mesmo em momentos de folga

  • Sintomas físicos como aperto no peito, tensão muscular ou taquicardia sem causa médica identificada

  • Sensação constante de estar "no limite"


Se você se identificou com algum desses pontos, isso não significa um diagnóstico — apenas um convite para prestar atenção e, se fizer sentido, buscar acompanhamento.


Terapia não é uma corrida contra o sintoma


Um ponto importante: a psicoterapia não promete eliminar a ansiedade da noite para o dia, e desconfie de quem promete isso. O que ela oferece é um espaço contínuo de escuta e elaboração, onde aos poucos os sintomas deixam de ser a única linguagem possível para o que você sente — porque você passa a ter palavras, e não só o corpo, para expressar o que está vivendo.


Atendo adultos e adolescentes (a partir dos 14 anos) , presencialmente na Barra da Tijuca/RJ e online para todo o Brasil. Se você quer entender melhor como a terapia pode te ajudar com a ansiedade, será um prazer conversar.



Beatriz Lestainer | Psicóloga Clínica | CRP 05/68008

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